Em 2024, o país encerrou o ano com 80,6 milhões de processos em tramitação, tendo recebido 39,4 milhões de novos casos – o maior número da série histórica. O custo de tudo isso foi de R$146,5 bilhões, o equivalente a 1,2% do PIB e 2,45% dos gastos da União.

São números que deveriam nos fazer refletir não apenas sobre a eficiência do sistema, mas sobre o modelo de advocacia que os alimenta.

Em um cenário de alta litigiosidade, o verdadeiro valor estratégico da advocacia passa a estar menos na condução de processos e mais na capacidade de estruturar soluções antes que o conflito se consolide.

A lógica do mercado já tem mudado, empresas já perceberam que prevenir disputas, desenhar cláusulas eficientes e adotar mecanismos adequados de resolução representa ganho financeiro, previsibilidade e preservação de relações comerciais.

Nesse contexto, a advocacia preventiva tem ganhado espaço e assumido um papel decisivo na arquitetura de segurança dos negócios. Trata-se de uma mudança estrutural: o futuro está na gestão de riscos e nas soluções extrajudiciais, que se tornam instrumentos centrais de geração de valor.

Fonte: Justiça em Números 2025