A Câmara FGV de Mediação e Arbitragem, com o suporte técnico do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV), divulgou a pesquisa “Mulheres na Arbitragem (2021–2023)”.

O estudo abrange sete das principais instituições arbitrais do país e analisa esses três anos de dados, entregando um retrato interessante sobre a presença feminina na arbitragem brasileira. Embora os avanços sejam perceptíveis, os números revelam que o equilíbrio e a representatividade plena ainda são horizontes a serem conquistados.

Os resultados confirmam que não houve decréscimo na participação feminina nas listas de árbitros no período. Contudo, a hegemonia masculina permanece; 71,2% dos profissionais listados são homens. Essa disparidade se aprofunda quando verificamos que a formação de tribunais arbitrais exclusivamente femininos foi seis vezes menor do que a de tribunais compostos apenas por homens.

Apesar desse cenário, há vetores de mudança impulsionados pela postura institucional das Câmaras: “ao observar os casos em que a presidência foi definida pelas Instituições Arbitrais, há uma maior participação de mulheres, com 55%”. Esse movimento também é visível na liderança das próprias Câmaras, com a inserção de mulheres em cargos de Diretoria e Vice-Presidência a partir de 2022.

A pesquisa da FGV cumpre um papel importante para a arbitragem brasileira, ao trazer luz sobre o tema, oferecer dados relevantes e convidar as instituições, escritórios, empresas e profissionais a repensarem suas práticas. O próximo passo é transformar informação em ação.

Fortalecer a arbitragem no Brasil passa, necessariamente, por ampliar o espaço das mulheres em posições de decisão.

Acesse a pesquisa completa: camara.fgv.br